Um homem fardado entrou no boteco.
- Não é motivo para nada, José Saramago está aqui - disse um bêbado.
E do fundo da garrafa, numa gota do gole pro santo, Saramago respondeu:
- Também não é assim, a única autoridade que não manda em mim é Deus.
O policial:
- Todos para fora. Este bar é ilegal
- Não, não. Este bar é surreal - o alcoól na cidade.
O bar foi fechado, o engraçadinho apanhou, e Saramago escreveu coisas fantásticas em vida. Não foi psicografado nada de sua autoria ainda.
Tanto mistério José, mistério nenhum: a cachaça quase de graça, a palavra não embaraça se a menina for devassa. Don Giovanni me falou. Don de nome e comedô. Depois José lhe arrancou o saco, coitado, da História.
Mortos não falam. Estátuas não mentem.
(libertas do sentimento, as frases não serão atrapalhadas pela emoção)
paunocudafuvestamanha
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