quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

2 Putões num Gol,

 mandaram-me parar como quem tão na tv.

Revistaram meu carro e acharam a arma do crime.



-Mas esse não era um crime com arma, não senhor.




-Só vim pro sossego, me tirar desse corre que acaba com a gente.
/
-Moleque porra, para de porre, safado indecente.
/
-Eu falo a verdade mas você não sabe, eu sou inocente.


Por vaidade ou por ignorância, não sei.





Depois avisaram o superintendente regional,
que pediu pra colocar uma homenagem minha no jornal.

E eles diziam com os dois olhos encima do nariz:
-Lamentável, laventável isso, vejam só.


Fizeram uma campanha no horário nobre.
Um comício nacional pra salvar a grana da madeira
que imprime o jornal.


E eles conseguiram, sempre conseguem.

É tanta porcaria sendo vendida pra quem nem pode.
É tanta jóia que brilha pra quem não tem.
Isso explica tanta merda, mas não justifica coisa nenhuma.



É tanto estardalhaço por causa de uma causa que eu nem sei.
Que nem eles sabem, menos ainda, bando de palhaço.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Eva



ss          eb            n                tr                ir                                  maybe

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O Unicórnio Voraz

    De montanha em montanha cada um sua a panelada doce encanto. Crer que a vida pode, de certo há esperança, adquirir forma de modelo. Não há mesmo possibilidades de quebrar o encanto. Não há mais possibilidade que não seja modelo.
    A partir de quando essa sua idéia, esse deu domínio, demônio reluzente, príncipe encantado da estória infantil, exerceu tanta influência nos renitentes da terra mágica? Como poderá impedir o unicórnio de voar?



    Outra vez, no meio da paisagem, sozinho. Lembrando de não esquecer que para incluir ritos flamejantes, danças tribais, reduzir tudo para os olhos, em 180º, numa panorâmica linda para para o cinema: maciço investimento, em potes de ouro, enterrados no quintal chamarei-os de Deus e venero, oh Deus!, Zeus!, Buda!, Pitágoras!, Jesus!, Mãe-da-Rua!, Universo, poeira!, poeira dourada.



    Toda essa poeira cósmica infinitamente cobiçada, motivo da briga e pretexto para o jogo, certeza de início do conto. Mas como poderíamos fugir do cenário assim, no meio da cena?

    Tudo que há envolta, tudo que há dentro. Emaranhado de fios sensitivos, sem distinção, discernimento, datação, reconhecimento. Além ou aquém do imaginável, o conto não faz sentido. Discrepância proeminente, martele com o casco, e então Rock'n'Roll, mais um pouco de cada disso e o resto Rock'n'Roll.





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O mesmo caminho para todos, com pequenas variações: seus afetos e desafetos, seus interesses e desinteresses, suas tragédias pessoais, mas no fim todos estarão lá no fim do ano, fazendo a declaração do imposto de renda, e se um morrer tem um bilhão.    São São Paulo  ele vislumbrou com cegueiras de manteigas cansativas;

Eu só queria olhar por olhar, fazer por fazer, mas não dá, é contra a lei.      Bossa Nova Yorke. BNY.
                                                                                                               security, credit. need money?
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